O Natal Não é Para Amadores (Nem Para Lhasas!)
Elza era uma Lhasa Apso linda. Seus pelos eram longos e sedosos, e ela parecia uma princesa. Mas Elza não agia como uma princesa. Ela era, na verdade, uma cachorrinha muito rabugenta.
Ela gostava das coisas do seu jeito: sua soneca às duas da tarde no canto esquerdo do sofá, silêncio absoluto e, o mais importante, ninguém mexendo em seus brinquedos.
O problema era que o Natal havia chegado. E com o Natal, veio a "bagunça". A casa estava cheia de gente, risadas altas, músicas de sino tocando o tempo todo e, pior de tudo, o canto esquerdo do sofá estava ocupado por uma pilha de presentes!
— Grrr... ruff! — resmungava Elza, andando de um lado para o outro. Para completar, sua dona havia colocado um laço vermelho gigante em sua cabeça que pinicava atrás da orelha.
O Esconderijo Debaixo da Poltrona
Cansada de tanta agitação, Elza decidiu que não participaria daquela festa barulhenta. Ela pegou seu brinquedo de morder favorito (um sapinho de borracha já meio careca) e se escondeu no lugar mais escuro e quieto da sala: debaixo da poltrona do vovô.
Dali, ela via os pés das pessoas passando para lá e para cá. "Podem ficar com o barulho de vocês", pensou ela, emburrada. "Eu estou muito bem aqui sozinha."
Mas, à medida que a noite passava, o cheirinho de peru assado começou a entrar debaixo da poltrona. E, mais do que isso, ela começou a ouvir as risadas felizes da sua família. Parecia que eles estavam se divertindo tanto...
Um Convite Irresistível
De repente, um rostinho apareceu debaixo da poltrona. Era a Alice, a menina mais nova da casa.
— Elza? Você está aí, sua rabugentinha? — disse Alice, com uma voz doce.
Elza deu um rosnado baixo, só para manter a fama. Mas Alice não se assustou. Ela estendeu a mão com um pedacinho suculento de peito de peru (sem tempero, claro!).
— Vem, Elza. O Natal não tem graça sem você. Até o vovô guardou um lugarzinho no sofá para você.
Elza olhou para o peru. Olhou para o sorriso da Alice. Seu coraçãozinho rabugento balançou. Ela percebeu que ficar sozinha e emburrada era muito chato e frio. O amor daquela família, mesmo sendo barulhento, era quentinho.
Vencida pelo carinho (e pelo peru), Elza saiu do esconderijo. Ela pulou no colo do vovô, aceitou os carinhos de todos e até abanou o rabo. Ela descobriu que, às vezes, vale a pena deixar a rabugice de lado para fazer parte da alegria de quem a gente ama.
O que a Bíblia nos ensina? (Moral Cristã)
A história da Elza nos mostra como é fácil ficarmos rabugentos quando as coisas não saem do nosso jeito. Às vezes, queremos tanto o nosso conforto que esquecemos de aproveitar a companhia das pessoas que Deus colocou em nossa vida.
A Bíblia nos ensina que o amor é paciente e não busca seus próprios interesses. No Natal, celebramos o maior exemplo disso: Jesus, que deixou o conforto do Céu para vir a um mundo barulhento e confuso, só para estar perto de nós. Devemos tentar ser como Ele, trocando a rabugice pela paciência e o isolamento pela união.
Versículo para decorar:
"Sejam sempre humildes, gentis e pacientes, suportando uns aos outros com amor." (Efésios 4:2)
Lição do dia: Deixar a rabugice de lado e participar com alegria é o melhor presente que podemos dar à nossa família.
Momento em Família
Conversem sobre estas perguntas hoje:
O que deixava a Elza tão rabugenta no Natal?
Você já se sentiu como a Elza, querendo ficar sozinho e emburrado quando todos estão festejando? Por quê?
O que fez a Elza mudar de ideia e sair debaixo da poltrona? (Dica: O convite carinhoso e o desejo de estar junto).
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