A Chegada dos "Trovões Coloridos"
A festa de Ano Novo estava animada na casa da Alice. Havia comida gostosa, música e muita gente vestida de branco. Mas Elza, a pequena Lhasa Apso, não estava gostando nada daquilo. Ela sabia o que acontecia quando o relógio batia meia-noite.
Elza já estava nervosa, andando de um lado para o outro, rosnando baixinho para qualquer um que chegasse perto.
Do outro lado da sala, deitada em seu tapete grandão, estava Kika. Kika era uma vira-lata preta, bem maior que Elza e já com alguns pelos branquinhos no focinho, sinal de que já tinha vivido muitos Natais e Anos Novos. Kika observava a agitação com calma, abanando o rabo devagar.
De repente, começou a contagem regressiva: "Dez, nove, oito..." e então... CABUM! PÁ! POU!
O céu lá fora se encheu de luzes e barulhos muito altos. Eram os fogos de artifício.
O Pânico da Pequena Lhasa
Para Elza, aquilo não era festa. Parecia que o mundo estava caindo! Seu coraçãozinho disparou como um tambor. Ela não queria saber de petiscos, nem de colo. Ela só queria sumir.
Tremendo igual vara verde, Elza correu para se esconder no lugar mais apertado que achou: o espaço entre o sofá e a parede. Ela se encolheu ali, choramingando de medo, com o rabinho entre as pernas.
O Resgate da Irmã Mais Velha
Kika ouviu o barulho lá fora. Ela levantou as orelhas, mas não se assustou. Ela já tinha ouvido aquilo muitas vezes e sabia que, apesar do barulho chato, estavam seguros dentro de casa.
Mas então, Kika ouviu o chorinho da Elza.
Com passos lentos e pesados, a grande vira-lata preta foi até o esconderijo da Elza. Kika não cabia ali atrás do sofá, então ela deitou bem na entrada do esconderijo.
Kika não latiu para o barulho. Ela apenas colocou seu focinho grande e gelado na cabecinha da Elza. Ela começou a lamber a orelha da amiga menor, com lambidas longas e calmas, como se dissesse: "Está tudo bem, pequena. Eu estou aqui. Sou grande e vou te proteger".
A Calma no Meio do Barulho
Os fogos continuavam estourando lá fora, mas Elza começou a sentir algo diferente. O calor do corpo grandão da Kika encostado nela e as lambidas carinhosas foram acalmando seu coração.
Elza parou de tremer tanto. Ela se arrastou um pouquinho para fora do esconderijo e se aninhou bem na curva da barriga da Kika. Ali, sentindo a respiração tranquila da amiga mais velha, o barulho lá fora parecia mais distante e menos assustador.
Elza percebeu que não precisava enfrentar o medo sozinha. Ter uma amiga grande e corajosa ao seu lado fazia toda a diferença.
O que a Bíblia nos ensina? (Moral Cristã)
A história da Kika e da Elza nos ensina duas coisas lindas. Primeiro, sobre o medo. Assim como Elza, às vezes temos medo de coisas "barulhentas" na vida (uma mudança, uma prova difícil, uma doença). Mas Deus promete que nunca estamos sozinhos. Ele é como a Kika: grande, forte e sempre presente para nos acalmar.
Segundo, nos ensina a sermos como a Kika. Quando vemos alguém com medo ou triste, não devemos ignorar. Devemos oferecer nosso "abrigo", nosso abraço, nossa oração e nossa companhia para ajudar a pessoa a se sentir segura.
Versículo para decorar:
"Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar." (Josué 1:9)
Lição do dia: Quando o medo fizer barulho, procure o abraço de Deus e dos amigos. E seja você também o abraço que alguém precisa.
Momento em Família
Conversem sobre estas perguntas na noite de Ano Novo:
Por que Elza estava com tanto medo e por que Kika estava tão calma?
Você tem medo de alguma coisa? Quem te ajuda quando você sente esse medo?
Como podemos ser como a Kika para as pessoas (ou bichinhos) que sentem medo dos fogos no Ano Novo?

Comentários
Postar um comentário