O Natal de Espeto: Quando o amor não tem medo de espinhos

 


Um Pequeno "Porco-espinho" no Frio

A noite de Natal estava muito gelada na floresta perto da fazenda. Todos os animais estavam em suas tocas quentinhas, ou celebrando juntos. Menos Espeto, um pequeno ouriço-cacheiro.

Espeto se sentia muito sozinho. Ele era coberto de espinhos pontudos e, por causa disso, achava que ninguém queria ficar perto dele. Mais cedo, ele tentou se aproximar de uma família de coelhinhos para se aquecer, mas eles se assustaram:

— Cuidado, vamos nos espetar! — disseram os coelhinhos, fugindo para longe.

Espeto ficou triste. "O Natal é a festa do abraço", pensou ele, "mas quem vai querer abraçar alguém cheio de espinhos como eu?". Ele se enrolou numa bolinha fria debaixo de uma raiz de árvore.

A Luz no Celeiro

O vento ficou mais forte e Espeto percebeu que precisava de um abrigo melhor. Ele viu a luz quente que vinha do celeiro da fazenda. Ele sabia que lá dentro estavam os animais grandes: vacas, cavalos, ovelhas e burros.

"Eles nunca vão me deixar entrar", pensou Espeto, tremendo. "Vão achar que eu vou furar o feno ou machucar os filhotes."

Mesmo com medo, o frio era tanto que ele decidiu tentar. Ele se arrastou bem devagarinho até a porta do celeiro e espiou.

Um Cantinho Especial

Lá dentro estava quentinho e cheirava a capim doce. O burrinho Joca (aquele que o cavalo Lorenzo ajudou outro dia) estava mastigando feno perto da ovelhinha Pérola.

Joca viu a pequena bolinha de espinhos parada na porta, tremendo de frio e de medo. O burrinho, que tinha um coração muito bom, não viu perigo. Ele viu alguém que precisava de ajuda.

Joca deu um passo para o lado e, com seu focinho forte, empurrou um monte bem alto e fofo de feno para um canto protegido da parede.

— Pode entrar, amiguinho — zurrou Joca suavemente. — Fiz um cantinho bem macio para você. Aí seus espinhos não vão machucar ninguém, e o frio não vai machucar você.

Pérola, a ovelhinha, se aproximou e deu um sorriso gentil, mostrando que ele era bem-vindo.

Espeto não podia acreditar! Ele correu para o monte de feno e se aninhou. Pela primeira vez na vida, ele se sentiu parte do Natal. Ele percebeu que, para ser amado, ele não precisava perder seus espinhos, só precisava encontrar amigos com o coração grande o suficiente para aceitá-lo como ele era.

O que a Bíblia nos ensina? (Moral Cristã)

A história do Espeto nos ensina sobre a aceitação. Às vezes, nos sentimos como ele: achamos que temos "espinhos" (nossos defeitos, nossa timidez, ou jeito diferente de ser) que afastam as pessoas. Ou então, nós é que nos afastamos de alguém porque essa pessoa parece "espinhosa" ou difícil de lidar.

Jesus, quando nasceu, veio para todos. Ele abraçou as pessoas que ninguém mais queria abraçar. O verdadeiro amor de Natal não olha para os "espinhos", ele olha para o coração que precisa de carinho. O celeiro de Jesus tem espaço para todos, do mais fofinho ao mais espetadinho.

Versículo para decorar:

"Portanto, aceitem-se uns aos outros, da mesma forma que Cristo os aceitou, a fim de que vocês glorifiquem a Deus." (Romanos 15:7)

Lição do dia: O verdadeiro amor não tem medo de espinhos. Devemos acolher a todos, assim como Jesus nos acolhe.

Momento em Família

Conversem sobre estas perguntas na noite de Natal:

  1. Por que Espeto achava que ninguém gostaria dele?

  2. O que o burrinho Joca fez que mudou o Natal do Espeto?

  3. Você conhece alguém na escola ou na vizinhança que parece "espinhoso" (tímido, bravo ou sozinho)? Como podemos mostrar o amor de Jesus para essa pessoa?

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